Tradicionalmente, no teste de chama, os compostos iônicos em solução aquosa são colocados na chama de um bico de Bunsen. Neste vídeo a demonstração envolve a colocação dos compostos iônicos (sólidos) em cápsulas onde se queima álcool metílico (metanol).
2. Vídeo do ponto ciência
O que acontece?
Este
experimento é conhecido como “teste de chama”. Esta prática é muito usada em
análises químicas por ser um método rápido e barato para detecção de alguns
metais. Este teste baseia-se em uma das mais importantes propriedades dos
elétrons, enunciada pela primeira vez por Niels Bohr. Ele disse que a energia
dos elétrons é "quantizada", isto é, um elétron ocupa sempre níveis
energéticos bem definidos dentro de cada átomo e não valores quaisquer de
energia. Porém quando fornecemos a energia necessária para um elétron, ele pode
“saltar” para um nível de maior energia. Quando o elétron é promovido a um
nível de maior energia dizemos que ele se encontra no estado excitado. Porém,
neste estado ele se torna menos estável e retorna quase imediatamente ao seu
estado de menor energia ou estado fundamental, liberando aquela energia em
forma de luz visível.
Optamos por usar na maioria dos casos os cloretos de vários
metais, como pode ser visto no vídeo, pois eles possuem uma solubilidade maior
no metanol. Usamos os cloretos de lítio, cobre (II), sódio, potássio e
estrôncio, além de ácido bórico. O uso do metanol também é indicado porque esse
produz uma chama quase invisível aos nossos olhos, o que minimiza a
interferência com a cor da luz emitida pelo metal.
Usamos também uma rede de difração. Mas o que é uma rede de
difração? A cada milímetro de sua superfície existem centenas de fendas
paralelas e microscópicas. A luz que incide sobre a rede de difração sofre
desvios que dependem do seu comprimento de onda. Por esta razão quando as cores
viajam juntas à rede promove a separação delas permitindo ainda que se identifiquem
os comprimentos de ondas que contém um dado espectro.
